‘Arapuca’ do seguro falso

6 de outubro de 2011 2 Por Telmaiara

 

 

 

 

 

 

É vergonhosa a frequência das fraudes e o descaso que vêm afetando o
consumidor de seguros de automóvel. Tenho falado sobre esse problema, mas
volto ao assunto porque grande parcela de proprietários de automóveis, por
ser leiga no assunto, acaba vítima de verdadeiras ‘arapucas’. Com frequência,
assume silenciosamente prejuízos ou enfrenta causas que se estendem por
longo tempo no Judiciário. Diante desse cenário, não é demais repetir para os
leitores do blog que devem dar mais atenção ao assunto. Caso você não tenha
um corretor de sua confiança, algumas dicas podem ajudar para não cair no
golpe dos falsos corretores,

• consulte sempre a situação do corretor no órgão fiscalizador competente
a exemplo da: Susep- Superintendência de seguros privados, e Sincor-
Sindicato dos corretores de seguros. O corretor de seguros tem de ser
cadastrado e apresentar documentação atualizada;
• procure saber se existem denúncias contra o corretor ou contra a
empresa corretora nos órgãos de defesa do consumidor;
• na Delegacia do Consumidor (Decom) da Polícia Civil, procure saber se
existem queixas contra o corretor de seguros;
• é importante consultar a situação do preposto ou representante
do corretor na empresa que presta o serviço, para saber se existem
reclamações ou se ele foi descredenciado pelo estabelecimento;
• desconfie quando ele tiver o hábito de buscar o dinheiro em casa ou no
trabalho do cliente. A aproximação e intimidade são técnicas usadas para
dar o golpe;
• acompanhe na empresa todos os depósitos feitos pelo corretor. Os
golpistas fazem apenas os primeiros repasses na seguradora , para
ganhar a confiança da vítima;
• cuidado com promessas como taxas de seguro mais baratas;
• conheça a empresa do corretor. Fique atento à infraestrutura do local.
Desconfie de empresas com apenas um ou dois funcionários e sem
computadores; e
• caso detecte a ausência de pagamento do seguro, procure a seguradora ou
acione o Procon, a Decon, a Susep e, se for o caso, a Justiça, para pedir
indenização,e ou reparo do prejuízo.