Arquivo de junho 2018

Telemetria no seguro de automóvel

A Telemetria no seguro de  automóvel já é uma realidade e pode baratear o valor do prêmio.

Quem faz um seguro auto precisa preencher um formulário de avaliação de risco para que seja determinado o valor do prêmio. Porém, nem sempre esse valor acaba sendo calculado de forma precisa e os motoristas mais prudentes ao volante podem pagar um pouco a mais do que deveriam.

Mas, como a tecnologia é uma grande aliada no mundo dos negócios, a telemetria no seguro auto está chegando para revolucionar como o valor do seguro é estabelecido.

O que é a telemetria?

A telemetria é uma tecnologia que permite a comunicação sem fio, dos dados enviados do veículo para uma central. Com ela será possível obter informações sobre a utilização do veículo como: velocidade, frenagens, entre outros.

Essas informações são recebidas por uma central que utiliza o Big data e permite que os dados sejam analisados. Apesar de a tecnologia não ser tão nova e ser utilizada para outras finalidades, no mundo do seguro auto ainda é uma novidade.

Por exemplo, as empresas de transporte já a utilizam para saber como os motoristas estão dirigindo e poder orientar melhor os condutores. Entretanto, a telemetria não deve ser confundida com o sistema de rastreamento. A telemetria coleta dados para análise e o rastreador informa a localização do veículo.

A telemetria no seguro auto influência nos custos?

A grande dúvida dos motoristas é como a telemetria poderá influenciar nos seguros autos. As empresas podem utilizar os dados de dirigibilidade dos segurados para identificar quais são os riscos reais que apresentam ao volante.

Por meio de um aplicativo no smartphone ou um equipamento no veículo, receberão as informações que serão avaliadas pela central. Os motoristas que costumam ultrapassar limites de velocidade, fazer frenagens bruscas ou cometer imprudências no trânsito serão penalizados com um prêmio maior. Já os bons condutores, os que apresentam menores riscos serão beneficiados, conseguindo diminuir o valor do seguro.

A novidade chegou ao Brasil em 2017, porém, em outros países o “pay as you drive” (pague pelo que dirigir) já é bastante comum.

Seguradoras que adotaram a telemetria

A Porto Seguro é uma das seguradoras que já adotou a telemetria. Inicialmente ela estava disponibilizada apenas para quem possuía o seguro auto jovem e monitorava por meio de um equipamento instalado nos carros. Porém, a intenção é que seja ampliada para outras modalidades de seguro, inclusive permitindo que o monitoramento seja feito por meio de seu aplicativo.

A Liberty é outra seguradora que também adotou a telemetria para ajudar a determinar o preço do seguro. A tendência é que em breve outras seguradoras acabem adotando a telemetria e quem se beneficia é o motorista com bom comportamento ao volante.

Para saber se essa opção já está disponível na seguradora, fale com o seu corretor.

Por Jeniffer Elaina da Silva

Sem Comentários mais...

Seguradora não quer pagar o sinistro, o que fazer?

Seguradora pode se negar a pagar o valor, mas, em muitos casos, a negativa abusiva pode ser questionada na justiça.

Muitas pessoas são surpreendidas com a notícia de que a seguradora se nega a arcar com o valor estipulado na apólice ou ainda se nega a dar continuidade ao seguro contratado e pago por longos anos. Quando a seguradora não quer pagar o sinistro, o que fazer? Segundo o advogado Luís Eduardo Nigro, especialista em Direito do Consumidor e Direito Securitário, a seguradora pode se negar a pagar o valor, mas, em muitos casos, a negativa abusiva pode ser questionada na justiça. “O segurado pode questionar a negativa amparado pelo Código Civil, pelo Código de Defesa do Consumidor e por diversos casos julgados (jurisprudências sobre casos semelhantes)”, informa Nigro.

De acordo com o advogado, o consumidor que recebeu a negativa da seguradora tem o prazo de um ano, contado da ciência do fato gerador da pretensão, para entrar com uma ação na justiça. Mas é importante ficar atento aos detalhes da contagem do prazo.

No caso de negativa de pagamento de sinistro ocorrido com veículo segurado como furto, roubo, colisão com perda total ou parcial, o prazo inicia-se a partir do momento em que o segurado recebe a informação, normalmente por carta enviada ao seu endereço, de que houve desrespeito a alguma cláusula contratual.

Quando a negativa é relacionada ao seguro de vida em grupo e a acidentes pessoais, o segurado é o empregado, associado ou afim, o prazo para ajuizar a ação contra a seguradora é de um ano a contar do conhecimento da aposentadoria por invalidez, por exemplo, mesmo sendo empregado e beneficiário. “Já presenciei alguns casos em que o advogado, ao analisar a situação, por ser o empregado ao mesmo tempo beneficiário, utilizou o prazo de 3 anos para ajuizar a ação com base no artigo 206, parágrafo 3.º, inciso IX do Código Civil que estipula ‘a pretensão do beneficiário contra o segurador’, mas tais dizeres não se referem aos empregados/segurados”, destaca.

Nigro explica que o prazo de três anos para ajuizamento de ação contra seguradora é aplicável somente aos beneficiários do seguro (que não sejam segurados/empregados), e ao terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório, como o valor do seguro DPVAT.

O advogado também destaca a necessidade de informar em curto espaço de tempo o sinistro ocorrido à seguradora. Após receber as informações da seguradora de como se darão os procedimentos seguintes, caso a mesma se negue a atender o pedido, será necessário obter uma carta de negativa por escrito para poder ajuizar uma ação contra a seguradora no prazo de um a três anos contados da ciência da negativa de atendimento.

“Existem poucos casos em que é difícil obter sucesso para reverter a negativa da seguradora. Em caso de acidente de trânsito, a cobertura para terceiros somente é disponibilizada pela seguradora quando ficar caracterizada a culpa do condutor do veículo segurado, seja administrativamente ou judicialmente. É importante saber que a cobertura para os terceiros não abrange pessoas que possuam relação de parentesco com o segurado (ascendentes, descendentes, cônjuge e irmãos e, em casos específicos, parentes por afinidade decorrente do casamento tais como sogro, sogra, padrasto, madrasta, cunhado e cunhada)”, alerta Nigro.

M.S.
18 de abril de 2018 Revista Apólice

2 Comentários mais...

  • Desabafe aqui

  • Ultimas Atualizações

    junho 2018
    S T Q Q S S D
    « maio   jul »
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    252627282930  
  • Cadastre-se e faça seu comentário

  • Arquivos

    Copyright 2011 ® Todos os direitos reservados. Desenvolvido por calorsvz.com